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Desastres ambientais: o preço do desenvolvimento no Brasil do século XXI

por Amanda Santos

Postado em 20/04/2020


Desastres ambientais: o preço do desenvolvimento no Brasil do século XXI

Disponibilizamos uma nova proposta de redação, com o tema "Desastres ambientais: o preço do desenvolvimento no Brasil do século XXI". Leia a proposta e escreva seu texto na folha de redação a tinta, azul ou preta. Em seguida, escaneie sua redação e a envie para nossa equipe! Em poucos dias você receberá a correção.

 

PROPOSTA DE REDAÇÃO

 

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema "Desastres ambientais: o preço do desenvolvimento no Brasil do século XXI", apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

 

Texto I

 

O que é um desastre ambiental?


Desastres ambientais são eventos que afetam negativamente uma sociedade ou ecossistema em algum nível. Nesse contexto, eles podem, ou não, ter a presença humana como causador e/ou intensificador, afinal, o avanço da exploração da natureza – por meio da construção de usinas nucleares ou barragens, por exemplo – é um dos agentes que aumentam o risco de que situações como essas aconteçam.
Exemplos de desastres ambientais que não têm intervenção humana são: terremotos, tsunamis, furacões e outros eventos naturais que podem prejudicar uma sociedade. Esses eventos não podem ser evitados pelo homem porque são provocados pela natureza, ou seja, são desastres naturais que fazem parte do funcionamento do planeta terra.
[...]
Além disso, há aqueles desastres ambientais que foram causados direta ou indiretamente pela presença humana. Exemplo deles é: rompimento de barragens, acidentes em usinas nucleares, vazamento de óleo no mar. Esse tipo de desastre é causado geralmente por descuido por parte de empresas responsáveis por tais construções ou tecnologias e, dessa maneira, pode ser evitado com políticas de prevenção e com os cuidados básicos que cada tipo de construção/tecnologia demanda. Ademais, a presença do homem pode ter impacto negativo em situações de, por exemplo, enchentes, as quais poderiam acontecer naturalmente, mas que acabam sendo muito mais graves do que o comum, devido a intervenção humana.

 

Disponível em: https://www.politize.com.br/desastres-ambientais-no-mundo/. Acesso em: 3 abr. 2020.

 

Texto II

 

Meio ambiente teve o pior ano de sua história no Brasil


Para o meio ambiente, 2019 ficará marcado na História como o ano em que o Brasil trocou o verde e amarelo das florestas e o azul e branco dos mares pelo marrom da lama de Brumadinho, o cinza das queimadas na Amazônia e no Pantanal e o preto do óleo que cobriu as praias do Nordeste e parte do Sudeste. Nenhum outro ano registrou tamanha sucessão de desastres ambientais no país.
A barragem de Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG), rompeu em 25 de janeiro, arrasou o Rio Paraopeba e amplificou em perdas de vidas humanas a tragédia de Mariana, em 2015. Há 270 mortos, destes 13 permanecem desaparecidos.
A partir de maio, o desmatamento da Amazônia aumentou sem controle. O mundo viu o resultado nas chamas das queimadas, cuja fuligem escureceu o céu de São Paulo em agosto, e nos números oficiais do Inpe. O instituto detectou o maior índice de devastação da floresta das últimas duas décadas — um avanço de 29,5%, em apenas um ano, atingindo 9.762 km².
Agosto também viu chegar o óleo nas praias da Paraíba. Em dezembro, ainda havia registros. No maior desastre em extensão com óleo do país, todo o Nordeste, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro foram atingidos. Mais de 3 mil quilômetros de litoral foram afetados.
No segundo semestre, enquanto o óleo poluía o litoral nordestino, outro patrimônio natural brasileiro, o Pantanal, ardia em chamas. O bioma registrou o maior número de focos de fogo (9.997) dos últimos 14 anos, um aumento de 492% em relação a 2018, segundo o Inpe.
E 2019 deixa para 2020 sua herança maldita. Brumadinho, como Mariana, permanece impune. A devastação continua nas alturas na Amazônia. A derrubada da floresta entre agosto e novembro, que não foi incluída no último levantamento do Inpe, foi 100% maior do que no mesmo período de 2018. O óleo continua um mistério, e o país ainda não definiu um plano de contingência para desastres desse tipo. O ano é novo. Mas já nasce com problemas velhos.

 

Disponível em: https://glo.bo/39CQuut. Acesso em: 3 abr. 2020.

 

Texto III

 

Charge - Desastres ambientais

Disponível em: https://www.otempo.com.br/charges/charge-o-tempo-26-10-2019-1.2254251.  Acesso em: 3 abr. 2020.

 

Mãos à obra!





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tainaralbsa

Tainara Sorrentino 03/10/2020