Modelo de redação: A ineficiência do sistema penitenciário brasileiro no século XXI

por Amanda Santos

Postado em 04/05/2018


Modelo de redação: A ineficiência do sistema penitenciário brasileiro no século XXI

Olá pessoal!

 

Disponibilizamos, abaixo, o nosso primeiro modelo de redação para vocês se inspirarem e compararem com as suas próprias redações. Acompanhe o texto abaixo, elaborado pela nossa equipe, e descubra como ficaria uma redação nota 1000 com o tema "A ineficiência do sistema penitenciário brasileiro no século XXI"!


            Atualmente, a população prisional brasileira apresenta um crescimento progressivo. O país possui um dos maiores contingentes populacionais em penitenciárias do mundo, uma condição que não está atrelada à um sistema carcerário adequado e de qualidade. Os presídios estão superlotados e possuem uma infraestrutura precária, o que leva a um crescimento da violência e de rebeliões que, por sua vez, podem ter como consequência fugas e massacre de detentos.

 

            Em 1992, o povo brasileiro ficou horrorizado com o massacre do Carandiru, que vitimou 111 presos em São Paulo em função da violência policial. Quase 25 anos depois, outra tragédia semelhante atrai atenção para a crise no sistema carcerário brasileiro: no início de 2017, uma rebelião em um presídio de Manaus resultou na morte de 56 detentos e 184 foragidos. Outros eventos similares se seguiram no país em outros estados recentemente, todos estreitamente relacionados à guerras entre facções criminosas, que são colocadas em um mesmo presídio superlotado e em condições precárias, garantindo circunstâncias propícias para massacres, fugas e rebeliões.

 

            A população prisional brasileira é majoritariamente constituída por pessoas negras com baixa escolaridade, provenientes de classes mais baixas. Isso demonstra que esses detentos já faziam parte de uma parcela marginalizada da sociedade, o que pode levar a um questionamento acerca do quanto o sistema penitenciário brasileiro favorece um determinado grupo em detrimento de outro: enquanto membros da elite, ao serem presos, possuem condições de recorrer ao pagamento de fianças ou a outras manobras para ter sua pena reduzida, minorias são prejudicadas por atrasos em seu julgamento, por exemplo, além de frequentemente receberem penas injustas com relação ao crime cometido. Ao deixarem os presídios, essas pessoas sofrem com a discriminação e continuam vivendo à margem da sociedade, já que não passaram por atividades que permitissem a sua reinserção, como medidas socioeducativas, que são raras no Brasil.

 

            Dessa forma, percebe-se que o atual sistema penitenciário não atua de forma adequada e eficiente. É preciso que o governo invista não somente na criação de novos presídios e na melhoria da infraestrutura daqueles que já existem, como também no combate à criminalidade de forma eficaz, atingindo a origem do impasse: os problemas sociais. O Estado deve garantir a melhoria da infraestrutura das escolas públicas brasileiras, garantindo a igualdade de oportunidades para todos, além de investir em mais ofertas de emprego. Assim, será possível reduzir a criminalidade e, consequentemente, a superlotação dos presídios. Por fim, o governo deve investir na reinserção social dos detentos, através de cursos e atividades educativas promovidas por ONGs, que busquem capacitar os presos para exercer uma profissão após cumprirem a sua pena.


Aproveite e confira a nossa proposta de redação com esse tema, escreva seu texto e o envie para ser corrigido pela nossa equipe!





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